Dermatologia

Câncer de pele: como prevenir e reconhecer os sinais de alerta

Dra. Paula Luz Stocco
Dra. Paula Luz Stocco11 de setembro de 2026 · 4 min de leitura
Câncer de pele: como prevenir e reconhecer os sinais de alerta

O câncer de pele está entre os tumores mais frequentes e pode se apresentar de formas diferentes.

Algumas lesões podem parecer pintas, manchas ou até feridas aparentemente simples. Por isso, conhecer a própria pele e prestar atenção a mudanças é uma parte importante dos cuidados com a saúde.

A boa notícia é que, quando identificado precocemente, o tratamento tende a ser mais simples e o prognóstico pode ser melhor.

O que é o câncer de pele?

O câncer de pele acontece quando determinadas células passam a se multiplicar de forma anormal e descontrolada.

Entre os tipos mais conhecidos estão:

  • carcinoma basocelular;
  • carcinoma espinocelular;
  • melanoma.

Os carcinomas basocelular e espinocelular fazem parte do grupo conhecido como câncer de pele não melanoma. Já o melanoma é menos frequente, porém pode apresentar comportamento mais agressivo e maior risco de disseminação quando diagnosticado tardiamente.

Quais sinais merecem atenção?

Nem toda pinta ou mancha significa câncer de pele.

Mesmo assim, algumas alterações devem motivar uma avaliação dermatológica.

Entre os sinais de alerta estão:

  • feridas que não cicatrizam;
  • lesões que sangram com facilidade;
  • manchas que crescem;
  • pintas que mudam de formato, cor ou tamanho;
  • lesões com bordas irregulares;
  • áreas que apresentam coceira, crostas ou descamação persistente.

Essas alterações não confirmam um diagnóstico, mas indicam que vale procurar avaliação médica.

A regra do ABCDE pode ajudar na observação

Uma maneira prática de acompanhar algumas pintas é usar a chamada regra do ABCDE.

A — Assimetria

Quando uma metade da lesão apresenta formato diferente da outra.

B — Bordas

Bordas muito irregulares ou pouco definidas podem merecer investigação.

C — Cor

A presença de diferentes tons dentro de uma mesma pinta pode ser um sinal de atenção.

D — Diâmetro

Lesões maiores podem exigir avaliação, embora o tamanho isoladamente não defina o diagnóstico.

E — Evolução

Mudanças recentes de tamanho, forma, relevo ou cor são especialmente importantes.

A regra serve como orientação de observação, mas não substitui o exame dermatológico.

Autoexame ajuda, mas não substitui consulta

Conhecer a própria pele pode facilitar a percepção de alterações novas.

Vale observar regiões como:

  • rosto;
  • couro cabeludo;
  • pescoço;
  • tronco;
  • braços;
  • pernas;
  • mãos;
  • pés.

Áreas de difícil visualização podem ser examinadas com auxílio de um espelho ou de outra pessoa.

Ainda assim, existem lesões que não são fáceis de interpretar sem treinamento médico.

Por isso, diante de uma alteração suspeita, o ideal é procurar um dermatologista.

Como prevenir o câncer de pele?

A principal estratégia é reduzir a exposição excessiva à radiação ultravioleta.

Algumas medidas importantes incluem:

  • usar protetor solar diariamente;
  • escolher produtos com proteção UVA e UVB;
  • utilizar FPS 30 ou superior;
  • reaplicar o filtro conforme necessidade e exposição;
  • buscar sombra nos períodos de maior intensidade solar;
  • usar chapéus, roupas adequadas e óculos de sol;
  • evitar exposições prolongadas sem proteção.

A proteção não deve acontecer apenas na praia ou nas férias.

A radiação ultravioleta faz parte da exposição cotidiana e seus efeitos são cumulativos ao longo da vida.

Quem precisa ter atenção redobrada?

Qualquer pessoa pode desenvolver câncer de pele.

No entanto, alguns fatores podem aumentar o risco, como:

  • pele muito clara;
  • histórico de queimaduras solares;
  • grande quantidade de pintas;
  • dificuldade para se bronzear;
  • antecedentes familiares de câncer de pele;
  • exposição frequente e prolongada ao sol.

Quem apresenta fatores de risco pode precisar de um acompanhamento mais próximo, definido individualmente pelo dermatologista.

Como o diagnóstico é feito?

A investigação começa com o exame clínico.

Dependendo da lesão, o dermatologista pode utilizar recursos que permitem uma observação mais detalhada.

Entre eles estão:

Dermatoscopia

Permite analisar estruturas que não são facilmente observadas a olho nu.

Mapeamento corporal

Pode ser útil no acompanhamento de pacientes com muitas pintas ou maior risco, permitindo comparar lesões ao longo do tempo.

Biópsia

Quando existe suspeita, uma amostra da lesão pode ser retirada para análise.

O diagnóstico definitivo depende da avaliação médica e, quando necessário, do exame histopatológico.

Por que detectar cedo faz diferença?

Quanto mais cedo uma lesão suspeita é avaliada, maior a possibilidade de diagnosticar um eventual tumor em fase inicial.

Isso é especialmente importante porque alguns cânceres de pele podem crescer localmente e, no caso do melanoma, existe risco de disseminação para outros órgãos em estágios avançados.

Por isso, não vale esperar uma lesão aumentar muito, sangrar repetidamente ou causar dor para procurar ajuda.

Prevenção deve fazer parte da rotina

Cuidar da pele não é apenas uma questão estética.

Fotoproteção, observação regular e acompanhamento dermatológico fazem parte de uma estratégia de saúde ao longo da vida.

Se você percebeu uma pinta diferente, uma ferida persistente ou alguma alteração que chamou sua atenção, agende uma avaliação com a Dra. Paula Luz para examinar a pele e definir se existe necessidade de investigação.

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